O pai perdeu o emprego por escolher ficar com o filho na UTI. O berço em casa está montado, esperando o dia em que o Lohan puder ir para casa.
Lohan tem 4 meses. Ele ri pra todo mundo que chega perto. Quando ligam um desenho, ele fica completamente vidrado na tela. Na barriga da mãe, já tinha o costume de levar a mãozinha ao rosto — um gesto que ele continua fazendo hoje, dentro da UTI, mesmo sendo esse toque suave o que mais abre feridas na pele dele.
Lohan nasceu com epidermólise bolhosa — uma condição rara em que a pele se rompe e forma feridas ao menor contato. Essas crianças são chamadas de "crianças borboleta" porque a pele delas é tão delicada quanto a asa de uma borboleta. Uma roupa que esfrega, um toque mais firme, uma mãozinha que toca o rosto — isso já é suficiente para abrir uma ferida.
Ele nasceu sem chorar direito e foi direto para a UTI. Desde aquele dia, ele não saiu do hospital. Já foi intubado, precisou de oxigênio, enfrentou várias infecções — passou por 7 ciclos de antibiótico. Fez uma cirurgia para conseguir se alimentar, porque não consegue mamar pela boca. As mãos e os pés são o que mais demoram a cicatrizar.
A mãe, Lohany, passou por uma cesárea. Ficou praticamente dez dias sem conseguir nem levantar da cama — as dores não deixavam nem visitar o bebê. Alguém precisava estar com o Lohan. O pai, Felipe, fez o que qualquer pai faria: foi ao hospital ficar ao lado do filho.
Levou os atestados. Explicou a situação para a empresa. Mesmo assim, foi mandado embora no período de experiência.
Em casa, sete pessoas dividem um único cômodo. A Lohany nunca teve carteira assinada — faz unhas e cabelo quando aparece cliente. A mãe dela foi morar junto para ajudar a pagar o aluguel. Não há renda fixa. Nenhum benefício.
E o tratamento do Lohan não para: os curativos de epidermólise são caros, precisam ser trocados com frequência e não têm substituto mais barato que funcione.
Mas o berço dele já está montado. Está lá, em casa, esperando. E o Lohan ri — ri pra todo mundo que chega perto, como se soubesse que o dia em que puder ir para aquele berço está chegando.
Esta campanha existe para garantir que quando esse dia chegar, ele tenha curativos, fraldas, alimentação e transporte — e que a família que passou por tudo isso consiga cuidar dele do lado de fora da UTI.
O Felipe escolheu o filho — e pagou um preço alto por isso. O mínimo que podemos fazer é garantir que essa escolha valha a pena. O berço está esperando. O Lohan também.
Sua doação vai diretamente para o custeio do tratamento e cuidado do Lohan,
acompanhada de prestação de contas transparente e atualizada mensalmente.